quarta-feira, maio 21
Censo e senso
Tem certas coisas monótonas que eu posso ficar fazendo durante um tempão. Por horas e horas, sem parar e sem me chatear. Muitos desses gostos só fui adquirir depois de uma certa idade. Mas tem outros que me interessam desde pequeno, como ficar fazendo estatística de qualquer coisa. Eu passava tardes, noites (e às vezes madrugadas) contando, por exemplo, meus quadrinhos (tinha centenas), meus jogadores de futebol de botão... E depois tabulava tudo, criava categorias e dividia por vários critérios. Pra então tirar uma estatística qualquer. Quando eu aprendi a mexer com o banco de dados do primeiro computador (o saudoso CP-500, duzentos e poucos Kbites de memória) passei os números pra máquina e "criei" programas que faziam as estatísticas sozinhos. Enfim, brincadeiras autistas.
Hoje em dia não brinco mais disso, aprendi a me socializar um pouco melhor (um pouco) e passei a apreciar atividades que envolvem mais de uma pessoa. Mas volta e meia volto atrás e fico horas e horas fazendo alguma coisa repetitiva e (teoricamente) monótona - nem sempre o que é monótono é entediante. E percebo que ainda gosto. Eu nunca seria matemático, apesar de gostar da matéria, nem tentaria um concurso no IBGE, mas fazer estatísticas, noto, ainda me faz bem ("prazeres estranhos, fetiches mórbidos").
Tem certas coisas monótonas que eu posso ficar fazendo durante um tempão. Por horas e horas, sem parar e sem me chatear. Muitos desses gostos só fui adquirir depois de uma certa idade. Mas tem outros que me interessam desde pequeno, como ficar fazendo estatística de qualquer coisa. Eu passava tardes, noites (e às vezes madrugadas) contando, por exemplo, meus quadrinhos (tinha centenas), meus jogadores de futebol de botão... E depois tabulava tudo, criava categorias e dividia por vários critérios. Pra então tirar uma estatística qualquer. Quando eu aprendi a mexer com o banco de dados do primeiro computador (o saudoso CP-500, duzentos e poucos Kbites de memória) passei os números pra máquina e "criei" programas que faziam as estatísticas sozinhos. Enfim, brincadeiras autistas.
Hoje em dia não brinco mais disso, aprendi a me socializar um pouco melhor (um pouco) e passei a apreciar atividades que envolvem mais de uma pessoa. Mas volta e meia volto atrás e fico horas e horas fazendo alguma coisa repetitiva e (teoricamente) monótona - nem sempre o que é monótono é entediante. E percebo que ainda gosto. Eu nunca seria matemático, apesar de gostar da matéria, nem tentaria um concurso no IBGE, mas fazer estatísticas, noto, ainda me faz bem ("prazeres estranhos, fetiches mórbidos").